sábado, 23 de outubro de 2010


POEMA EM LINHA

Urdo versos como quem tece
filigranas.

Levanto meu punho ao ar em
favor dos injustiçados.

Choro se vejo uma criança sofrer
na sua macia infância.

Rio-me de mim próprio nos espelhos
da vaidade.

Sou este e o outro e as demais
pessoas.

A liberdade é aquilo porque luto
em cada estrofe minha.

Colho dos amigos o fruto generoso
e altruísta.

Dou sem esperar nada em troca
basta-me um sorriso.

O passado ficou lá atrás e vivo o
presente como quem respira.

Não tenho saudades nem recordações
vivo no agora.

Amo as coisas até que doa e fique
gravado na memória.

Sou o verso do meu reverso que
conservo em silêncio.

As flores e os animais também são os
meus olhos limpos de impurezas.

Tenho de minha senhora amada
a genuidade de seu amor.

E assim vou na vida esperando o
meu voo.

Jorge Humberto
22/10/10

3 comentários:

  1. Olá, Amigo Jorge Humberto!
    Lindo teu "Poema em Linha"!
    Aliás, ele é um reforço de lirismo e beleza neste teu recanto cultural marcado pela competência e bom gosto.
    Meus Parabéns!
    Um abraço fraterno!
    Ógui L. Mauri

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  2. Jorge Humberto,
    Cá estou, em visita ao seu espaço virtual,
    onde a sensibilidade do poeta, está expressa, em cada linha de seus poemas.
    Difícil. escolher um especificamente, visto que todos, tem caracteristica e beleza, impar.
    Parabéns, meu amigo, pelo dom com que, foste agraciado. Meu agradecimento a Simone pelo convite.
    Teu blog, está lindo!
    Abs...Nadir

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  3. Oi Jorge, já faz um tempinho que não recebo nada seu, e hoje pra minha alegria, recebi através da querida Simone, o convite para visitar sua págian, e aqui estou feliz da vioda desejando tudo de melhor para você!
    Você é um grande poeta e teu poema é simplesmente lindo!

    Beijossssssssssssssssss

    Nádya Haua

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