quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


À VIDA ME DEI



Tudo o que a sorte me negou,

aos caminhos que escolhi,

num passado distante lá ficou,

no presente, eis… me vivi.



Longe joguei as recriminações,

todas as palavras malditas,

das vis e insensatas insinuações,

das estradas então proscritas.



Tijolo a tijolo, ergui o meu ser,

que no espelho se via;

e a cada ditoso amanhecer,

de mim, o que prevalecia.



Quais vermes rastejando no chão,

intentaram demover-me,

porém, apelando ao meu coração,

de deter, não deixei deter-me.



Então dei-me ao sol, e à pureza,

com toda a sagacidade,

caminhando com mui destreza,

meu ser feito humildade.



Jorge Humberto

21/12/01

4 comentários:

  1. Mesmo em tempo de batalha, em tempo de desilusão, há que manter a coragem pois haverá sempre alguém que necessita da nossa mão!

    Só através da determinação e humildade podemos evoluir como seres humanos.

    Parabéns pela sua poesia que também é uma forma de crescimento interior.

    Abraço

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    1. Olá Luz Efemera,

      grato pela tua visita e por tuas apreciáveis palavras, a meu poema.

      Abraço
      Jorge Humberto

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  2. Li a tua entrevista é sempre bom conhecer mais um pouco da pessoa que escreve.
    Depois li alguns escritos teus e sim merecem ser impressos sem dúvida, desejo-te a melhor sorte nesse sentido e em todos os sentidos!
    Vou passando por aqui para ler as novidades,

    beijos e bem hajas :)

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  3. Olá, minha querida, Pearl,

    é com muito entusiasmo que te vejo de visita a meu blog, conhecendo um pouco mais de mim e do trabalho,
    que alguém, muito querido por mim, empresta a meus poemas. Bom receber teu incentivo e saudações. Não escrevo desde Dezembro (fiz 1 único poema a 10 de Janeiro). Podes escutar alguma poesia, declamada em língua espanhola. Serás sempre bem-vinda!

    Beijinhos mil
    Jorge Humberto

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