sexta-feira, 19 de outubro de 2012

 
 
QUER ISTO QUER AQUILO...


Quer chore, quer ri,

quer sofra ou não sofra,

todo eu sou só versos

incontidos,

que trago na palma da mão:

aos leitores, mil versos devidos.


Quer ame ou não ame,

quer sonhe ou não sonhe,

sou só o reverso

do poema,

que ponho no teu cabelo -

verdade ou teorema.


Não me dou por infeliz,

pelo muito pouco que tenho -

que o que mereço,

a mim próprio me pertence:

quer doa ou não doa,

a quem não se convence.


À vida, dou ilusão,

que ela de há muito me castiga;

fere, mata

e da culpa, soa verdadeira:

por isso sou só o sonho,

sonhando-o, de outra maneira.


Quer isto, quer aquilo...

e inda que vencido, pelo cansaço,

todo eu sou puro idealismo:

que se faz caminho,

na palavra pluralismo.


Jorge Humberto

16/11/10

terça-feira, 16 de outubro de 2012

 
A meio, à ingratidão...

 

A meio, à ingratidão,

de estarmos permanentemente sós,

está o não estarmos sós, com as gentes,

permanentemente.


Jorge Humberto