sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


ABRIL NOVO



Escrevo como quem respira
Ou respiro como quem escreve.
E o poema vai por mim acima
Sem ter o dever de quem deve.

E é tão natural a minha escrita
Como inconformada e producente.
E se se aproxima a vil desdita,
Então eu sou a voz desta gente

Massacrada até ao tutano,
Omitida pelo poder estabelecido.
Mas que ainda assim segue lutando,
Por um mundo melhor a si devido.

Não concebo por isso a poesia castrada,
Pelo focinho açaimado da palavra.
E, antes ainda, de mais nada,
Ela é de todos e a ninguém trava,

O conhecimento de todo um povo,
Que não se revê nestes políticos.
O que eles querem é um Abril novo,
Para tirarem da tez, os apolíticos…

Jorge Humberto
08/08/07

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