domingo, 14 de fevereiro de 2010


AINDA AGORA



Ainda agora,
Enquanto lá fora o grilo
Se exibia, com machadadas
De anelos,
Me perguntava de quem
As poesias que
Da ampôla dos meus dedos,
Serviam construções,
Estradas paralelas,
Ou Zénites de ósculos vindoiros...

Ainda agora
Me perguntava,
E já o grilo calava,
O que na resposta
Não tardava:

As poesias
Não são nem minhas,
Que estas aqui
Que vos deixo,
Célere mó,
Ou dúctil apetrecho,
São já só este que vai só,
Tomando-as
Por puro pretexto.


Jorge Humberto
(14/08/2003)

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