sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


A VEZ DA ROSA


Das cicatrizes eu farei flor,
Louco corcel,
À debandada no meu peito,
Ou, na orla do que for,
Persistente batel,
Das ondas
Tomando-lhes jeito.

Do que tive e perdi,
Saberei guardar sem dor,
Que o que me move,
Não tem qualquer rancor,
Principio, meio e fim,
De toda a palavra
Contendo amor.

No mais serei quem
Vai na vida a dizer,
Do semelhante sem desdém,
Todo este meu bem querer.


Jorge Humberto
((02/02/2004)

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