terça-feira, 30 de março de 2010


BERRO


Grito, que é grito,
tem de ser dito
com alma e coração:
ora é cabrão,
ora sai do chão:
merda, para isto,
insisto!,
quem grita,
com sua verdade,
quer lá saber,
quem é que está a ver,
se gosta ou desgosta,
arrufasse-lhe
a crosta,
abre-se-lhe o pulmão
e lá vai,
que sai
de aluvião,
o grito
ou a rouquidão.

Que isto de gritar,
tem sua ciência:
olha no olho,
franze o sobrolho,
ou é molho
ou indecência,
que grito,
que é grito,
não tem preferência.


Jorge Humberto
(30/05/2004)

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