
BONECA
Querem-te embalsamada,
aberta, escancarada,
de pouco siso - muito sorriso,
num tudo ou nada,
que nunca será teu.
Ah, não fora, lá fora,
sempre uma manhã orvalhada –
frágil menina, sempre constipada –,
e serias agora,
arrepio na madrugada!
Jorge Humberto
(28/08/04)
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