sábado, 17 de abril de 2010


CARTAS DE AMOR



Tuas ternas palavras,
Elas que vêm até mim
Como brisa de veludo,
A meu rosto,
Deixam-me enternecido,
Imaginando-te presença feminina,
Que aguça os meus sentidos,
Como as tuas mãos de Dama discorrem
Elegância, nos versos que deixas.

Sofrimento injusto eu calo,
Porque momentânea é a fragrância...
E exalando perfumes já havidos,
De imaginá-los assim,
Sobram-me estas mãos,
Com que a ti recorro uma outra vez,
Como na lembrança ou nos sonhos,
Onde perdura a insensatez.



Jorge Humberto
(29/08/2003)

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