sexta-feira, 9 de abril de 2010


CHOVE ENQUANTO ESCREVO


Na doce ternura, de quem repara a chuva
caindo, acendo um cigarro e vou à janela,
fechada, para todos os efeitos, e, o vento,
soprando rumores, indicia tarde chuvosa.

Tudo parece intensificar sua textura e cor,
desde as folhas, das árvores, mais verdes,
do que é costume, até às flores vergando,
ao peso das águas, que caem, insistentes.

Ao longe como que zurzido por pedrinhas,
a chuva ao cair no rio salpica por onde cai,
deixando sensação de um certo desnorte,
principalmente para pescadores perdidos.

Chuva e vento, inundam a terra de cheiros
e demais fragrâncias, expostas ao relento.
Nada escapa ao seu fulgor e a intensidade
é tal, que, nos deixamos absorver, por ela.

Alheio a tudo isto, meu canário branco pia
e canta odes graciosas, animando este dia
cinzento, onde o céu, parece se esconder,
envergonhado plo mau humor do Outono.

Particularmente é neste ambiente que me
sinto mais inspirado pra urdir meus versos.
Não me perguntem porquê, mas as chuvas
trazem-me a tranquilidade, que eu anseio.

E, assim, enquanto vento e chuva, insistem
no obedecer à natureza, fustigando tudo e
todos, no sossego de meu quarto deixo-vos
este poema e alguma nostalgia do passado.

Jorge Humberto
07/10/08

4 comentários:

  1. Boa noite,
    Vim conhecer seu trabalho do Blog,cujo link recebi no Mensageirosdoamor.Está muito bonito e gostei de ler.Voltarei sempre,pois agora serei sua seguidora e convido-o a seguir-me no meu
    http://vidaemsolfejos.blogspot.com
    Abraços..

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  2. Hermoso blog amigo Jorge Humberto.
    Bellisimos trabajos
    Abrazos y besos a Nanci y para ti
    Nadina y Raquel

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  3. Olá Marilda obrigado por me visitares e por seres minha seguidora. EU já visitei teu blog e gostei muito do que vi.

    Beijinhos

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  4. Muchas gracias querida Raquel por me visitares y me dejares tus palabras, daré el besito a Nanci

    Besitos

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