quarta-feira, 5 de maio de 2010


DA JANELA DO TEU QUARTO


Da janela do teu quarto,
Do vidro, onde repousa, recolhida,
Bambinela colorida,
Avisto ao longe, como num parto,
Essa lua grávida,
E como que buscando a guarida
Dos teus olhos,
Deixamo-la assim, meio perdida,
No sossego de nossos braços,
Ou no silêncio dessa janela,
Entretanto já esquecida.


Jorge Humberto
(25/02/2004)

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