quarta-feira, 5 de maio de 2010


DE REGRESSO A CASA


São carros
para cá e para lá,
numa angústia
de ferro torcido
e olhos absortos
no asfalto,
de encontro às luzes
que se abrem
distância,
em amarelos
e brancos fugidios.

E são peso,
nos ombros
dos homens,
no seu regresso
maquinal
ao inferno
do tudo,
já sempre o mesmo
e tão igual.

Jorge Humberto
(01:50/Junho/18/03)

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