domingo, 9 de janeiro de 2011


E INDA QUE AME…



Se de me pensar, me achei,
que, por me pensar, fui lei,
no que à Sorte, fui encontrar,
julguei-me, um imenso mar…


Mas como aqui, o dito mar,
se eu me vivo, a atrapalhar?
um espelho, que no inverso,
a nada é, nem o seu verso.


E inda, que ame (bem o sei),
de amar, amo, ou olvidei,
quando a noite, não traz
a luz, que, no céu, me satisfaz.


Todo eu sou pensamento…
Razão, que vai no firmamento –
sem coração, a desassossegar-se,
num cais, a desmembrar-se.


E no horizonte, que é a vida,
intento levá-lo, de vencida –
com o sol, a dar-me por trás,
num sono, azul, verde, ou lilás.


Jorge Humberto
07/01/11

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