domingo, 9 de janeiro de 2011


E JÁ ESTOU OUTRA VEZ ALI


E já estou outra vez ali...
e por me haver debruçado,
na janela desperta,
sinto que em mim sou acordado,
que a vida é incerta.

Em pensamento, chamo-te…
femíneo corpo, de cetim…
e o rio corre, para onde vai,
buscando no teu jardim,
o que, na noite, se esvai.

Dum ao outro, ilusão,
que, do desejo, e à sua sorte,
vem o despertar, inesperado,
como se fosse a minha morte,
num beijo, há muito guardado.

Jorge Humberto
02/01/11

Nenhum comentário:

Postar um comentário