terça-feira, 25 de janeiro de 2011


VERSOS À LIBERDADE





Este que vos escreve,
não é o que vos
escrevendo, deixa em
linhas, versos
dispersos,
na folha rubra,
de um Oceano
de puros sentimentos,
que, de tão puros,
temo, às vezes,
não serem entendidos.





Sou muito de mim,
penso, repenso,
o que acho que deva
escrever,
sem submeter,
a palavra
dita e escrita,
ao mínimo
que lhe é por direito,
a liberdade,
de se expressar.





Mas se o algoz vier,
inquisição,
esquinas dobradas,
mais hei-de escrever,
sem ofender,
que o pão não falte,
nem a palavra
nem o direito,
de trabalhar
com as cruas mãos,
do grito, Liberdade.





Jorge Humberto
23/01/11

Um comentário:

  1. Olá, caríssimo poeta...

    Mais uma vez aqui para adocicar a alma, ou remexer as dúvidas que calam... Também, por que não, colar ou juntar cacos, refletindo e descobrindo o novo?

    Debruço-me em inspirações alheias e divago...
    Bom estar aqui. Parabenizo-o mais uma vez.

    Lídia Valéria Peres
    (Agora em Portugal, Montes de Alvor, para sempre.)

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