terça-feira, 15 de fevereiro de 2011



A CURA PELOS VERSOS


Resolvi não me doer
mais, ser precavido
e tomar mais sentido,
no que vaia a dizer.

Resolvi que o que for,
assim terá de o ser,
e onde possa saber,
tudo com mais amor.

Isto porque a pressa,
é mui má conselheira,
e prega-nos rasteira,
se em nós tudo cessa.

É que nada acabou,
é de bom senso,
selar o que anda tenso,
e indo ao que nos tocou.

Se for luta o que vier,
pelejaremos até suar,
aí se vai mostrar,
contra o mal que houver.

Mas se o Universo,
estiver com os meus,
grato serei, aos teus,
em poema ou verso.

Serei a força cá de casa,
selarei minha boca,
se a voz ficar rouca,
por dentro perpassa.

Mas apenas para mim,
pois jardins erguerei,
junto de quem sei,
sem dizer o seu fim.

Só que o sol espreita,
a quem o procura,
e é mais perto a cura,
por quem nem suspeita.

Por isso acredito,
num bom final,
onde todo o mal,
é aonde eu medito.

Jorge Humberto
10/02/11

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