sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jorge Humerto em dueto com o poeta Eugenio de Sá

QUANDO ÉRAMOS NÓS

Apenas uma vaga lembrança
é tudo quanto ficou em nós.
Sonho de sonhos, esperança,
de que volte a escutar tua voz.

Sei de ti a espaços, intervalos;
que para este coração iludido,
de tanto já ter sofrido, abalos,
anda assim, como que abatido.

Vem a noite, vai-se o dia, tudo
o que é recordação e nostalgia.
No caminho da rua, sou mudo,
e ao que me cerca, sem alegria.

Falta-me o teu abraço, o beijo
tão teu, a perdurar no tempo.
E no quarto, onde me queixo,
é porque não me resta alento.

Jorge Humberto
21/02/11



Luar de verão
Eugénio de Sá

Noite límpida esta brilhando na janela

Do quarto onde me deito e tu te deitas

É nosso o leito onde tu me rejeitas

É minha a dor ou o que resta dela


Campeia a indiferença neste espaço

Onde te chamei minha e fui o teu senhor

Era a festa da vida vivida com amor

De tanto que nos demos não permanece traço


Nesta noite estival é frio o meu pesar

Ao lembrar a doçura experimentada

Conhecendo-te a ausência embora aqui deitada

E assumo o travesseiro cansado de lembrar

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