quarta-feira, 30 de março de 2011


DESENHANDO A CHUVA

Uma chuva miudinha atravessou-se
na tarde nebulosa,
retendo as nuvens e aglomerando-as
de encontro umas às outras,
desencadeando a sua fricção
e o cair eminente das águas revoltas.

Relâmpagos e trovões ouvem-se ao
longe, a horizonte,
por cima da capa fina do rio agitado,
iluminando casas e árvores
e tudo que abrange a paisagem,
enchendo de temor, os mais tímidos.

E há um cheiro a terra molhada e as
flores abrem-se
para reter as águas, que as mantém
viçosas e coloridas, nos jardins
intemporais, pendendo-se
nas folhas, lá onde as pétalas findam.

Jorge Humberto
26/03/11

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