sábado, 5 de março de 2011


FUI O QUE FUI

Fui
e o que fui
não sou
mais –
linhas
paralelas
entre
duas linhas
iguais.

Sou
o nada
que
é tudo –
livro
aberto
no peito
calado
e mudo.

Feliz
de quem

porque dá –
Razão
de seu
viver
e lhe
bastará.

Vou
daqui
para outro
lugar –
espero ter
à minha
espera
razões
para amar.

Amar
no outro
é amar
em nós –
fomos
feitos
para não
estarmos
sós.

Jorge Humberto
02/03/11

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