sexta-feira, 16 de setembro de 2011


SAIU A FERA DE MIM



Em minha prisão,
Excessivos
Braços cresceram.

Pernas,
Sem largos ou espaços,
Na minúscula cela,
No ar rarefeito.

E se me deito,
Sou bola em mim,
Feito necessidade.

E no fim da cidade,
Dentro da cidade,
Luta-se sem tréguas,
E dentro de mim.

Saiu a fera de mim.

E já sem compassos,
Ou réguas,
Nos braços
Ganhei asas,
E voei
Por de cima de casas.

E a liberdade,
É já ali.


Jorge Humberto
In Fotogravuras

Um comentário:

  1. Me gusta mucho este poema , muchas veces eh salido fuera de mí,es una forma de escape ,es buscar un rincón de paz.
    Maravilloso poema ahijado ,me voy de vacaciones ,así que sino entro no te preocupes ,te quiero mucho
    Noe

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