domingo, 30 de outubro de 2011


DESPERTAR


Um barulho estranho,
Fez-me emergir levemente
Do meu sono profundo.

Depois,
À medida que se tornava
Mais nítido,
Movi-me a toda a extensão da cama.

O ruído era agora distinto.

Quando em sobressalto
Despertei.

E foi então que eu tive a noção
Que, tal ruído,
Se devia à chuva,
Que caía
Por sobre as telhas
Do meu quarto,
Do sótão já velhinho.


Jorge Humberto
Alvarim, Tondela, 1985.

(In Mosaico)

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