quarta-feira, 23 de novembro de 2011


PAISAGEM



Pela orla do rio passeio meus olhos,

que se enchem dum terno azul

e de uma verdejante paisagem, que

o delimita, num fulgor intenso.



Raso meus olhos na água celeste,

e recebo de encontro ao peito,

o frescor das ondas cavalo, salpicando

meu ser, de pura essência.



Pássaros, voando, daqui para ali,

fazem estranhos bailados,

por sobre a transparente superfície,

que vai para além da vista… a nós.



Na orla do rio, o cheiro à ditosa terra,

inebria os meus sentidos,

e eu julgo ver, dado ao horizonte,

barcos a se esmaecerem,



para lá do circulo, onde nascem

os arco-íris e vivem as

pessoas, que ainda não conheço,

e que canto em meus versos.



Bem-dito, meu querido rio Tejo,

que me fazes ser toda a

gente e todo o mundo, e tens

janelas abertas, além do infinito.



Jorge Humberto

20/11/11

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