domingo, 11 de dezembro de 2011


AGRADECIDO À VIDA





Liberto de algozes e de vis correntes,

ao caminho, chamado vida,

me entreguei, com toda a força, de

quem, à vida, se quer dar.



Então construi jardins, de bem dizer,

onde pus as flores mais

belas, para que assim, só me vissem;

e onde era eu, a sós comigo,



deixei as ervas daninhas, enfim crescer.

Resquícios, do vil passado,

atreveram-se, mas cerces, pela raiz, os

cortei, para que não voltassem



a nascer. Então abri todas as portas e

janelas, fiz-me poeta,

e no me escrever, sou nos outros, o que

os outros, em mim deixam.



Jorge Humberto

05/12/11

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