quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


AS FRIAS MADRUGADAS



Nas manhãs frias, resguardo-me,

de meus pensamentos mais

sombrios, e busco, pelo douto

amor, as manhãs, de meus dias.



Doura o sol, de azuis imensos;

florescem as flores, nos

jardins, bem cuidados; enquanto

meus olhos, se dão ao



horizonte, paralelo ao grande rio,

que eu vejo de minha

janela, aberta, para o fora. Luz o

astro rei, em todo seu fulgor;



fazendo, com que uma esperança,

tardia, venha para ficar,

no cume, das árvores frondosas,

no bico dos pássaros.



Em busca de uma realidade, que

me seja plausível, deixo o

meu desassossego, a um canto,

e pelo cansaço, me venço.



Então cravo meus braços com setas,

e lanço uma corda de

músculos, de encontro ao focinho

da palavra, libertando-a,



de lápis inquisidores, restringindo-a.

E assim nascem meus versos,

já mais conscientes de mim e do que

me rodeia, sem pedir favores.



E erguendo meu punho (alto o

pendão), chamo a mim,

a responsabilidade, de meu saber,

que nos outros ponho.



Jorge Humberto

24/11/11

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