quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


A CADA NOVA MANHÃ



De mãos nos bolsos, sereno

contemplo a natureza,

em toda a sua infinita beleza,

que, nos olhos, eu irei



guardar. O rio é um lençol

de linho, bordado

com o azul do céu, cravejado

de filigranas, prateadas.



No vai e vem das águas livres,

as ondas cavalo,

não sofrem qualquer abalo,

procurando sua foz.



E leve, levemente, são os

barcos, singrando

o Tejo, que vão almejando,

no deslizar da proa.



Ao longe, bem resguardadas,

as aves migratórias,

trazem mil e uma histórias,

da estranja, mátria.



E o cândido sol, traz-me, aos

passos, o caminho,

no qual, divagando sozinho,

sonho prenhes futuros.



Qual o colorido destes jardins,

nas flores, a esperança,

de um sorriso de uma criança,

a cada nova manhã.



Jorge Humberto

12/12/11

Um comentário:

  1. Olá amigo!

    Belo o teu espaço, assim a tua poesia!

    Desejo que a cada nova amanhã, esteja bem e

    saudável, colhendo poesia da tua alma...

    Grande abraço de luz para ti!

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