domingo, 11 de dezembro de 2011


DA LUTA QUE TRAVEI





Estendo uma corda de músculos

cravo meus braços com setas

dou-me à luta que não renega a sorte

de um fado marinheiro.



Nas esquinas e cantos mal-afamados

arremessei lanças certeiras

contra o focinho inquisidor da palavra

ao alto ergui meu pendão.



Ressurgido dos corpos amontoados

que jaziam inertes e pálidos

do ferro pungente travado nas veias

carne e nervos rasguei.



E expulsas as correntes e os algozes

libertos os braços e pernas

eis que me maquio em um novo sangue

meu propósito que se completa.



Jorge Humberto

09/12/11

Nenhum comentário:

Postar um comentário