quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


ESTA ANSIEDADE, SEM RAZÃO





Esta ansiedade, sem razão aparente,

é o meu fado e triste sorte,

que me acompanha, escrupulosamente,

desde a nascença, até á morte.



Sempre um desassossego, se apresta

(neste meu ilusório, dia-a-dia),

lembrar-me, o bem pouco, que me resta,

o que da vida, tenho por companhia.



Espelhos oblíquos, em todo o seu desdém,

trazem-me o ridículo, de meu ser,

e eu, que sempre tento chegar, mais além,

nada alcanço, neste meu sofrer.



Em sublimes poemas, a exaltação do amor,

é para mim o oxigénio e a emoção;

e cantando-o, sinto um imenso estertor,

só não sei, de meu coração!



Ao povo elevo a minha voz, meu pendão!

E aí, sou a solidariedade,

àqueles, que, incrédulos, escutam o vil «não»,

de quem lhes nega, a liberdade.



Porém triste sou, sem quaisquer nostalgias,

que, a saudade, é carrasca,

de quem, sem ter nem porquê ou alegrias,

vai na vida, que o arrasta.



Jorge Humberto

27/11/11

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