quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


MINHA POESIA É TODO O MUNDO





Quando escrevo, sou todo este mundo,

e as pessoas, que nele habitam;

neles sou o povo, que torno fecundo,

como labaredas, que crepitam,



em nossos punhos cerrados, gritando,

a plenos pulmões, pela liberdade –

que os novos ditadores, nos vão roubando,

impávidos e serenos, nossa vontade.



E a minha voz é uma corda de músculos,

abrindo portas e consciências.

Para que a todos, cheguem os crepúsculos,

em todas as suas fulgências.



E em cada verso, de um saturado caminho,

uma palavra se me agiganta,

chamando a mim, quem caminha sozinho,

fazendo uso de minha garganta.



Ao povo, sofrido, deixo-lhe o ensinamento,

para que não se deixe usurpar;

que pelo entendimento, vem o pensamento,

que não se olvida, de lutar.



Pois que o povo esclarecido, não tem algoz,

nem correntes, que a todos ofende;

seremos pois como um rio, que corre para a foz,

defendendo-se do mar, que o prende.



Jorge Humberto

30/11/11

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