domingo, 11 de dezembro de 2011


SIM… SEREI POETA





Perscruto, com meus olhos cansados,

de industrias e escombros,

a beleza, que nos céus eu desenho,

em lindas asas de pássaros.



Habituado à crueza, das coisas simples,

deixo-me envolver, como

num rio, que corre sereno, para a sua

foz, indo a barlavento.



No toque suave da brisa, nas árvores,

absorvo o subtil reverso das

folhas, como se as tacteasse, ao de

leve, sentindo-as nos dedos.



Crescem os jardins, em todo o seu vigor,

e as pétalas das flores,

são, em si, lustrosas asas, de borboletas,

pousando nos estames.



E crianças, na sua macia infância, brincam

alheias a tudo, sorrindo

aos amigos, que com elas partilham,

a sua mui ruidosa alegria.



E os velhos, sentados à sombra, das árvores,

recordam velhos tempos,

olhando demoradamente, para suas mãos,

lembrando-lhes caminhos tidos.



Não posso fugir, a este meu desígnio, de

poeta, em contemplação,

ao muito que lhe cabe, e que aos outros

deixa, em total harmonia.



Jorge Humberto

02/12/11

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