
ATÉ BREVE
Tanto gritei eu,
que te amava
e que contigo ficava,
por companheiro
e poeta
das lúcidas manhãs
e das tardes de nevoeiro,
nos Outonos
sem mais abandonos;
que ficasses
com o que era meu,
já que teu seria
de dia,
ou quando a noite
por nós chamasse
e de novo
nos lembrasse
a serenidade
com que nos buscávamos
em verdade.
Fui verso
e fui reverso…
mas o teu nome
não quer sobrenome,
antes a fome
ou a solidão
intensa,
que perderes a liberdade,
por pertença
assiduidade.
Mas eu sigo caminho,
ergo-me de novo,
e ainda que sozinho
eu já vá,
prefiro antes este menino,
bem sossegadinho,
do que perder
o que nem mais havia
que perder,
por de mim tirar
o que em ti punha em viver.
Jorge Humberto
(02:26/Junho/18/03)
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