quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


INVERNO





Murcharam as flores, que, pelo frio,

jazem, em agonia, nos jardins.

E aquele encanto, que de minha janela,

eu absorvia, foi-se com as borboletas,



e os pássaros, que cobriam, de asas,

o céu, no seu azul mais intenso.

Rareia o sol, que se mostra timidamente,

a espaços, por entre o negro das nuvens.



E a chuva forma poças no chão, em círculos

sinuosos, respingando gotas, no

cair das águas. Enquanto o Tejo, extravasa

seus limites, invadindo as terras.



Dúcteis versos, escorrem de meus dedos,

como as águas nas vidraças,

assemelhando-se a pequenos rios, que

ziguezagueiam, no plano translúcido.



E há uma saudade, de qualquer coisa aqui,

que às flores traz vida e colore

os jardins, de lindos matizes, que soltando

vão, suas doces e finas fragrâncias.



Jorge Humberto

17/12/11

Um comentário:

  1. Lindo poema,o desencanto e a saudade,mas também a esperança porque outras estações virão com novas belezas.Abçs.

    ResponderExcluir